Cidades
16 Fevereiro de 2013 - 13:07 - por Dulce Melo

Caso Lucas: mãe da vítima não acredita em 'roleta russa'

 
Foto: Arquivo pessoal
Mãe de Lucas afirma que ele era responsável e não brincaria de roleta russa

O Correio de Alagoas recebeu, via comentário, o desabafo da mãe do jovem Lucas Barros, de 16 anos, morto no sábado de carnaval (09), no apartamento 803, do edifício Renna, localizado no Stella Maris, onde mora o amigo L.H.J., de 17. A princípio, a informação era de que Lucas teria sido vítima de uma 'brincadeira' conhecida como 'roleta russa'. No entanto, a mãe da vítima afirma ter convicção de que o adolescente jamais seria capaz de agir tão irresponsavelmente.

No comentário, Jaqueline, com se identiificou, fez a seguinte declaração: "Infelizmente não sei onde está a verdade, cada um que sai com uma história diferente,  brincadeira de roleta russa só para uma pessoa muito irresponsável, e conhecendo a conduta do meu filho que sempre foi muito responsável em tudo que fazia, jamais participaria de algum tipo de brincadeira dessa. Onde está a verdade? Infelizmente meu filho não está aqui para esclarecer. A única coisa que gostaria de saber é o que realmente aconteceu, mais nada!!! Espero que a mentira não venha prevalecer".

Há quatro dias , o Correio de Alagoas teve contato com uma pessoa ligada aos dois jovens e recebeu outra versão da história. Foi justamente tal postagem que provocou a manifestação da mãe de Lucas.

Relembre a versão

O irmão de Lucas teria conversado com L.H.J, de 17 anos, e  este detalhado o que havia acontecido no sábado de carnaval dentro do apartamento 803, do Edifício Renna, localizado no Stella Maris, em Maceió.

Lucas e L.H.J – que era seu melhor amigo – estavam tomando vinho quando a vítima derramou a bebida no colo e foi ao banheiro se limpar. L.H.J então pegou o revólver, segundo ele sem munição, e foi assustar Lucas. Este teria pedido para que municiasse a arma porque tinha curiosidade. O pedido teria sido acatado, mas, logo em seguida, os adolescentes esvaziado o tambor.

No entanto, uma munição teria sido esquecida e acontecido a tragédia. “Como a arma era muito sensível, ninguém sabe ao certo se o L., chegou a apertar o gatilho ou ela, por algum motivo, disparado. Acreditamos  que ele foi fechar o compartimento das balas e aconteceu o disparo acidental. Pelo relato do L. não houve nada de roleta russa, foi de fato um acidente”, declara a pessoa ligada aos dois.

A mãe da vítima teria falado com o porteiro do prédio e este confirmado que, após Lucas ser atingido, o amigo L.H.J teria gritado por socorro e a todo instante falava: “me perdoa papa”. 'Papa' era o apelido de Lucas. Segundo a fonte, o irmão de Lucas teria ouvido do menor acusado que a vítima olhou para ele e, em resposta,  dito: “ eu vou morrer, mas te perdoo”.

 Lucas foi socorrido pelo próprio L.H.J e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), porém, morreu logo em seguida.


Fonte: Correio de Alagoas

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